A doença de Alzheimer se apresenta como demência ou perda de funções cognitivas que são memória, orientação, atenção e linguagem ocasionada pela morte de células cerebrais.

A doença é conhecida popularmente por “Mal de Alzheimer”, porém, essa denominação agride a família e a pessoa, visto que o seu diagnóstico já é um momento delicado. Assim, o uso correto é doença de Alzheimer.

Pesquisas recentes demonstram que as alterações cerebrais características da doença estariam instaladas antes mesmo do aparecimento dos sintomas, principalmente, a demência.

A principal característica da doença é a progressividade dos sintomas, ou seja, ela evolui, causando danos na saúde. Entretanto, muitos pacientes podem apresentar períodos de maior estabilidade. A evolução dos sintomas da Doença de Alzheimer pode ser dividida em três fases: leve, moderada e grave, porém, pode ocorrer sintomas mesclados em suas fases.

“Na fase leve, podem ocorrer alterações como perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão, agressividade, diminuição do interesse por atividades e passatempos.

Na fase moderada, são comuns dificuldades mais evidentes com atividades do dia a dia, com prejuízo de memória, com esquecimento de fatos mais importantes, nomes de pessoas próximas, incapacidade de viver sozinho, incapacidade de cozinhar e de cuidar da casa, de fazer compras, dependência importante de outras pessoas, necessidade de ajuda com a higiene pessoal e autocuidados, maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).

Na fase grave, observa-se prejuízo gravíssimo da memória, com incapacidade de registro de dados e muita dificuldade na recuperação de informações antigas como reconhecimento de parentes, amigos, locais conhecidos, dificuldade para alimentar-se associada a prejuízos na deglutição, dificuldade de entender o que se passa a sua volta, dificuldade de orientar-se dentro de casa. Pode haver incontinência urinária e fecal e intensificação de comportamento inadequado. Há tendência de prejuízo motor, que interfere na capacidade de locomoção, sendo necessário auxílio para caminhar. Posteriormente, o paciente pode necessitar de cadeira de rodas ou ficar acamado.” (ABRAZ)

Solicite a ajuda de um Cuidador Profissional

O profissional Cuidador está apto a compreender o contexto do paciente com a doença e, assim, elaborar estratégias para melhor conduzir a rotina de cuidados da pessoa.

É importante entender que a realidade que a pessoa relata é o que realmente ela está experienciando, sendo necessário algumas habilidades, como capacidade de observação, estratégias específicas para cada caso e paciência.

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